Arquivos » Fevereiro, 2009

Rascunhos na obscuridade

Fazemos as cousas tão difíceis propositadamente que é estranho não nos chamemos de idiotas mais a miúdo. É como se jogássemos a despistar-nos, escondemos as peças todas e ainda conservamos a esperança de que alguém com muita mais paciência e esforço do que nós vai ir arranjado o puzzle dalgum jeito. Como? Ah!! Magia, amor [...]

As últimas desculpas

Lembro quando gostava de quase todo o mundo. Poderiam ter-me dado um prémio Nobel da merda da paz nessa época. Não havia nada que me molestasse, nada que me inquedasse nem um bocado. Poderiam dar-me uma malheira e eu ainda continuaria de boas com os mamalões. Oh, não há problema, meus, não foi para tanto, [...]

O amanhecer dos mortos

Quando o apocalipse chega tudo vai depressa mas o que antes se precisa são armas de fogo e munição regular. Para nos defendermos uns dos outros, para voar os miolos dos zombies, para sobreviver um pouco mais do que os demais. Fecha o mall e assalta a puta armaria. Aprende logo a disparar porque serão [...]

Erros nunca amanhados

Tónio fechou os olhos e concentrou-se em desaparecer. Só queria esfumar-se no ar porque nesse momento estava a passar a maior vergonha da sua vida. E isso que fora uma vida cheia de intres sem nenhuma importância mas costumeiramente lamentáveis, como se houvesse um problema evidente de coordenação. O que é dito realmente e o [...]

Nado com trinta e poucos

Boto de menos os velhos dias quando eu era novo e tão feliz e rápido e gira-um-universo-em-questão-de-segundos e apressado que parecia este e qualquer pais iam ser pequenos demais para mim e que ia conquistar este planeta de merda em dous dias e… olha ai, espera! Nunca foi assim. Nunca tivem essa energia, sempre estivem [...]

Revivendo

Dá-me tanta preguiça mudar qualquer cousa, qualquer atitude, que prefiro enganar-me e pensar que o mais provável seria nenhuma diferença. Que de qualquer jeito só seria ganhar um tempo imaginário. Ao principio iria bem, não posso dizer o contrário, mas depois esqueceria o pesadelo quotidiano do que estava a fugir e tudo continuaria na mesma. [...]