Desconfio das emoções exageradas da minha refém. Temo-me que sejam fingidas e parte da experimentação sobre como enfraquecer as minhas defesas. Normalmente está calma. Só fala e fala. Estamos acostumados, os dous, e deixo-a continuar durante horas. Outras vezes arma alguma emboscada. Finge a sua própria morte, como nos filmes, e não funciona porque o [...]
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• Os novos russos •
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Sou uma pessoa afortunada. A grande maioria das minhas dores são imaginárias ou curam sós. Com as outras consigo viver sem pedir ajuda, só esperando que entrem lentamente na maioria às que o tempo acode. Quando penso nisto sinto uma espécie de conforte estranho, como quase desejando alguma mágoa tão amarga que realmente me assombrasse. [...]
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• Estratégias •
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Ninguém gosta de estar triste mas ainda é pior ter gente triste arredor de ti. De resto, é mais fácil ser indulgente com um próprio que com os outros e a miúde damos-nos licenças para mágoas (e também para alegrias) que não aceitarÃamos noutros. Acho que é o mesmo mecanismo polo que estamos mais calmos [...]
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• Cartografia, Os novos russos •
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A crise económica vai deixar um feixe de naves industriais baléiras ou sem actividade nenhuma. Está na hora de arranjarmos umas malhas ajustadas e organizar uma maléfica actividade criminal desde alguma destas novas bases secretas agora escondidas entre o abandono. Os heróis acostumam a empregar as suas próprias casas como centro de operações, quer seja [...]
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• Estratégias •
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Existe algum motivo polo que a maioria dos pesadelos estão associados à infância, lá onde os medos nascem e morrem no tempo em que as luzes apagam e acendem. Um sonho arrepiante numa criança não tem mais importância e até é agradável para quem tenha que conjurar de volta o valor até a próxima noite. [...]
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• Cartografia •
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