Arquivos » Maio, 2008

My little sister

Há quem pode passar anos sem saber de ti e logo quando bates por acaso contra este conhecido -agora desconhecido por um milhão de luas entre vós- … então continua a falar como se nada. Como se o último encontro fora há um par de dias ou um par de minutos. Sem contar muito sobre [...]

Estradas da Galiza

Passo-me a saída e penso: merda! Devo ter alguma dificuldade de aprendizagem ou qualquer cousa porque não consigo atender a mais de duas cousas ao mesmo tempo. Lim sobre doentes que não conseguiam entender instruções orais de nenhum tipo (por singelas que forem). Sempre pediam para alguém as escrever e pronto. Não parecia uma enfermidade [...]

A tristeza controlada

Adoro as pessoas que, participando duma tristeza natural e encantadora, se mantêm bem afastadas de qualquer devastação – que odeio e não som quem de afrontar. Sei lá, fam-me sentir bem. Cómodo. As pessoas tristes sabem rir, só que ao seu jeito estranho e electrificado. É uma onda diferente, simplesmente. De qualquer jeito é uma [...]

Como procurar pessoas perdidas

Quando compreendim que toda era uma farsa para me entreter, então decidim escapar mais que protestar. Durante muito tempo antes tentara fingir interesse com a esperança de chegar a desenvolver um verdadeiro empenho. Pensava que deveria haver algum sistema. O esgotamento diário, a repetição, a rotina, pensei que poderiam produzir algum efeito em mim. Como [...]

Sing for your supper

Se eu tocasse num grupo seria o baixista tímido que toca quase escondido ao fundo, mais perto do bateria que da primeira fila da banda. Deixaria o frontman e ao guitarrista melódico levar o peso do show, sabendo que o meu não é um dom mas um oficio de muito trabalho. Fitando entre as cordas [...]

Intempérie

Acampo entre os seus murmúrios porque ela é tão sensível, pensa que um furacão nos levará se respira forte demais. Presto toda a minha atenção. Estou calmo. Tranquilo. Entre todas as palavras que não servem há algumas que querem ser mais que um sonho dentro dum sonho. Espero. Programa e desprograma o despertador sem nunca [...]

Ninguém vai pensar nas crianças?

Há um tempinho dormia escutando um programa no que sempre traziam convidados a explicar uma problemática dada; o abuso de drogas, a desfeita ecológica, os acidentes de tráfego, a obesidade, a anorexia e toda sorte de calamidades… Nem os temas nem os convidados destacavam pola sua originalidade radical – ao contrário -, mas é [...]

Os túneis da realidade

Que pensará o rei Fantasma quando se encontra com uma estátua dele próprio? É impossível afogar nuns olhos de pedra mas isso é todo quanto tem. Tão triste deve ser ganhar assim que talvez só deseja que terminem os desfiles e as suas promessas de novos cadáveres. Um alude que sepulte o seu recordo.